Inclusão na Ilha. Presenciar uma partida do Sport na Ilha do Retiro lotada pode ser exaustivo para o jovem Daniel Pedrosa, de 10 anos, fato confirmado pelo seu pai, Eduardo, de 44 anos, ao voltarem para casa em Piedade, Jaboatão dos Guararapes. No entanto, isso não afeta a conexão entre pai e filho, que se mantém inabalável quando o time do Leão da Praça da Bandeira entra em campo. Daniel é um torcedor apaixonado e leal, sempre apoiando o seu time do coração, independentemente das circunstâncias.

O menino possui um nível leve de autismo e, nos jogos em que o estádio está lotado, a experiência tende a ser mais esgotante em comparação com a maioria dos torcedores. Em uma entrevista ao Diario, o pai expressou o desejo de que haja inclusão através de espaços mais adequados para portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos estádios.

“Daniel frequenta os jogos desde os cinco anos de idade. Antes, ele queria ficar nas áreas sociais, mas agora prefere a arquibancada. Ele gosta de usar protetores auriculares por causa do barulho. Às vezes, ele presta atenção no jogo, em outras, fica mexendo no celular. Mas ele já sabe como reclamar e gritar o hino do time. Eu e o Daniel nascemos no mesmo dia, mês e hora: uma segunda-feira, às 6h20 da manhã, em 9 de abril”, compartilhou Eduardo.

Em honra a Daniel, foi fundado o grupo “Autistas da Ilha”, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre o autismo nos estádios de futebol. O projeto foi iniciado em 2020 e agora tem vários seguidores, especialmente na seção da arquibancada frontal.

“Enviamos um projeto ao Conselho Deliberativo do clube para abraçar essa causa social. Assim Algumas das propostas incluem a utilização de fogos de artifício silenciosos, ações de conscientização com distribuição de protetores auriculares, lugares reservados em assentos designados. Vários clubes em todo o Brasil já implementaram essas medidas”, argumentou o pai.

Área de inclusão

Em síntese os estádios de futebol no Brasil estão fazendo progressos em relação à inclusão, mas ainda há um longo caminho a percorrer. No entanto, no futebol pernambucano, apenas o Náutico reservou um espaço para autistas nas cadeiras dos Aflitos em parceria com o Espaço Vida.

Um projeto notável é o do Coritiba, que criou uma sala de acomodação sensorial para autistas e seus familiares no Couto Pereira. No entanto o clube levantou fundos após um leilão de camisas usadas no Campeonato Paranaense de 2022, com o símbolo do autismo. O Coritiba conquistou o título na ocasião, mas o maior feito foi ter levantado a bandeira da causa.

Na Neo Química Arena, do Corinthians, há uma área no setor Oeste Superior para acomodar corintianos com TEA. Portanto a  sala possui paredes e janelas com isolamento de som, bem como atividades especialmente desenvolvidas, e os portadores do TEA e seus acompanhantes têm direito a entrada gratuita nas partidas e até ingressos com desconto de meia-entrada.

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