Figueirense FC

O Figueirense Futebol Clube, também chamado de Figueirense e conhecido como Figueira, é um clube de futebol de Florianópolis, Santa Catarina. Fundado em 12 de junho de 1921 no bairro da Figueira, em Florianópolis, tem o preto e o branco como suas cores.

Sendo o segundo clube mais antigo em atividade em Santa Catarina, o Figueirense se mudou para o bairro do Estreito, em Florianópolis, décadas depois de sua fundação, onde construiu o Estádio Orlando Scarpelli. Na década de 1930, alcançou grande sucesso com cinco títulos do Campeonato Catarinense. Após um período sem títulos estaduais nas décadas de 1950 e 1960, o clube voltou a vencer o campeonato estadual em 1972 e 1974, marcando também suas primeiras participações na elite do Campeonato Brasileiro. No início do século XXI, o Figueirense se destacou nos principais campeonatos de futebol do Brasil, consolidando-se na Série A e sendo vice-campeão da Copa do Brasil de 2007.

Conhecido como o Furacão do Estreito, o Figueirense é um dos clubes de maior sucesso no futebol catarinense, com 18 títulos do Campeonato Catarinense e o recorde de participações de um clube catarinense na elite do Campeonato Brasileiro. É também o único clube do estado a ficar mais de uma vez entre os 8 primeiros do Campeonato Brasileiro, tendo o melhor aproveitamento e a maior série de invencibilidade de um clube catarinense na Série A em 2011. Além disso, é o clube catarinense com mais participações na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana, sendo considerado um dos seis grandes do estado pela imprensa local.

Fernandes, o maior artilheiro da história do clube com 108 gols e terceiro jogador que mais atuou pelo time, é seu maior ídolo. O meia-atacante jogou 403 partidas pelo Figueirense entre 1999 e 2012.

Outro grande ídolo recente é o goleiro Wilson, que atuou em mais de 350 jogos pelo clube, sendo o quarto jogador com mais partidas pelo time. Ele teve uma carreira notável de 2007 a 2013, retornando ao clube em 2022 e permanecendo ativo em 2023. Wilson é também o quarto goleiro com mais gols marcados no Brasil.

A História do Figueirense

Nos Anos 20

Figueirense anos 20

A fundação do Figueirense Futebol Clube no início dos anos 1920 começou com a ideia de Jorge Albino Ramos, um jovem entusiasta do esporte. Ele logo atraiu o apoio de amigos como Balbino Felisbino da Silva, Domingos Joaquim Veloso e João Savas Siridakis, que abraçaram a ideia. Siridakis sugeriu o nome “Figueirense”, inspirado no Bairro da Figueira, local das reuniões sobre a criação do clube.

Em 12 de junho de 1921, foi oficializada a fundação do clube em uma casa na rua Padre Roma. A primeira diretoria foi eleita com João dos Passos Xavier como presidente. As cores escolhidas, preto e branco, refletiam a preferência da maioria.

Os fundadores incluíram nomes como Alberto Moritz, Agenor Dutra, Bruno José Ventura, entre outros.

Década de 30

A década de 1930 foi marcada por grandes conquistas. O clube ganhou todos os campeonatos de 1932, incluindo o Torneio Início, o Campeonato da Cidade de Florianópolis e o Estadual. Nos anos subsequentes, o Figueirense repetiu esses feitos, destacando-se em 1935 e 1936, e ganhando novamente em 1937 e 1939.

Carlos Moritz, apelidado de Calico, foi uma figura central nessa era, participando de todas as vitórias e se tornando um dos maiores artilheiros do clube.

Década de 40

Figueirense anos 40

Os anos 40 também foram significativos. O clube, agora conhecido como “Esquadrão de Aço” e “Furacão do Estreito”, conquistou diversos títulos, incluindo o Torneio Início e o Campeonato Estadual em 1941.

Em 1949, iniciaram-se as obras do estádio, financiadas por títulos patrimoniais lançados no mesmo ano. A construção do Estádio Orlando Scarpelli, doado por Orlando Scarpelli em 1935, começou em 1948.

Década de 50

A década de 1950 foi menos frutífera em termos de títulos estaduais, mas o clube ainda conseguiu conquistar vários torneios inícios e campeonatos da cidade. O foco era a construção do estádio, o que limitou os recursos financeiros disponíveis para o time. Um momento memorável foi a vitória sobre o Avaí em 1951, durante a inauguração da iluminação do Estádio Adolfo Konder.

Década de 60

A década de 1960 começou com a inauguração parcial do Estádio do Figueirense. O clube ganhou dois Torneios Início e um campeonato da cidade. As divisões de base do clube também se destacaram, com vitórias consecutivas nos campeonatos juvenis.

Década de 70

Figueirense anos 73

Os anos 70 viram a incorporação da Figueira ao distintivo do clube. Em 1973, o Figueirense conquistou uma vaga no campeonato nacional, sendo o primeiro clube catarinense a fazê-lo. No mesmo ano, o Estádio Orlando Scarpelli foi expandido e melhorado. O clube ganhou dois títulos estaduais e teve um desempenho notável no Campeonato Brasileiro de 1975.

Década de 1980

Ao longo dos anos 80, o Figueira alcançou dois segundos lugares no campeonato estadual (1983 e 1985), além de ganhar os troféus Mané Garrincha e José Leal Meirelles. Em 1987, competiu na Segunda Divisão estadual, onde se destacou o atacante Albeneir, um dos ídolos do clube.

Em 1985, o “Furacão do Estreito” teve um desempenho notável na Taça de Prata, chegando ao triangular final e obtendo a terceira colocação.

Década de 1990

O Figueirense foi vice-campeão catarinense em 1993 e campeão em 1994. Em 1995, conquistou o Torneio Mercosul, vencendo o Joinville.

1999 foi um ano marcante, com a implementação de um novo modelo de gestão focado em modernidade administrativa. Sob a gestão de José Carlos da Silva, o clube contratou o meio-campo Fernandes, um jogador talentoso e admirado. Nesse mesmo ano, ganhou seu 10º título estadual, vencendo o Avaí na final. Também em 1999, a Associação Amigos do Figueirense adquiriu um terreno para o Centro de Treinamento em Palhoça.

Década de 2000

Figueirense cambriela

Em junho de 2000, durante as comemorações dos 79 anos do clube, foi inaugurada a primeira fase do Centro de Formação e Treinamento do Cambirela.

Em 2001, o Furacão fez uma campanha impressionante na Série B, terminando como vice-campeão.

O ano de 2002 trouxe o 11º título estadual e a estreia na Série A, com a equipe mostrando grande superação sob o comando de Muricy Ramalho e terminando em 17º lugar.

Em 2003, foi bicampeão estadual e contratou os jogadores Cléber Américo da Conceição (Clebão) e o centro-avante Evair.

O clube conquistou o tricampeonato estadual em 2004 com Fernandes e Sergio Manoel no meio-campo, sob a liderança de Dorival Júnior.

Em 2005, o Estádio Orlando Scarpelli recebeu cadeiras e outras melhorias, e o clube contratou Edmundo, uma das maiores aquisições da sua história. Adílson Batista comandou a equipe nesse período.

O ano de 2006 foi marcado pela conquista do Campeonato Catarinense com uma vitória sobre o Joinville e pela melhor colocação de um clube catarinense no Campeonato Brasileiro até então, alcançando o 7º lugar.

Em 2007, o Figueirense chegou à final da Copa do Brasil, mas foi derrotado pelo Fluminense.

Já em 2008, o clube venceu de forma invicta o Primeiro Turno do Campeonato Catarinense e, apesar de uma campanha regular no segundo turno, perdeu a chance de levar o título antecipadamente. Na final, enfrentou e venceu o Criciúma, conquistando o título estadual. No entanto, foi rebaixado à Série B no final do ano. Também em 2008, sagrou-se campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Em 2009, o Figueirense ficou em 6º lugar na Série B do Campeonato Brasileiro.

Década de 2010

Figueirense 2010

Em 2010, o Figueirense alcançou a terceira posição no Campeonato Estadual e, após vencer o Paraná por 4 a 2, sagrou-se vice-campeão da Série B do Brasileirão, garantindo seu retorno à elite do futebol nacional.

No ano de 2011, o clube montou um dos melhores elencos de sua história e, sob o comando do técnico Jorginho, obteve a sétima posição na Série A, somando 58 pontos – sua melhor campanha na competição.

Em 2012, o Figueirense enfrentou um ano desafiador, perdendo a final do estadual para o Avaí e sendo rebaixado para a Série B do Brasileirão.

No ano de 2013, o time retornou à Série A, conquistando a quarta vaga em 30 de novembro após um empate com o Bragantino, tornando-se o primeiro clube fora do Clube dos 13 a subir no ano seguinte ao rebaixamento.

Em 2014, o Figueirense se consagrou campeão catarinense no dia 13 de abril no Estádio Orlando Scarpelli, vencendo o Joinville por 2 a 1 e conquistando seu 16º título. Nesse mesmo ano, foi o melhor catarinense na Primeira Divisão, terminando em 13º lugar.

O ano de 2015 foi marcado por uma ótima campanha estadual, com o clube chegando à final contra o Joinville. Apesar dos dois empates na final, o Joinville foi inicialmente declarado campeão. Contudo, após ser punido por escalação irregular, o Figueirense foi proclamado campeão catarinense, ultrapassando o Avaí em número de títulos estaduais. O clube também chegou às quartas de final da Copa do Brasil e terminou a Série A em 16º lugar.

Em 2016, o Figueirense teve um desempenho mediano no estadual, foi eliminado na fase de grupos da Primeira Liga, na segunda fase da Copa Sul-Americana pelo Flamengo, na terceira fase da Copa do Brasil pela Ponte Preta e acabou rebaixado na Série A, terminando em 18º lugar.

No dia 8 de agosto de 2017, o clube iniciou uma parceria que transformou o Figueirense em um clube-empresa. Apesar disso, foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil, ficou em 8º no estadual e teve um desempenho abaixo do esperado na Série B, terminando em 12º.

Em 2018, o Figueirense conquistou o Campeonato Catarinense em 8 de abril, vencendo a Chapecoense por 2 a 0. No entanto, teve outra campanha fraca na Série B, terminando em 15º.

O ano de 2019 foi turbulento, com atrasos salariais e um W.O. numa partida da Série B. A crise foi tão séria que até Pep Guardiola mencionou o clube em uma entrevista. Em julho, o Figueirense ganhou a Recopa Catarinense, mas encerrou o contrato de clube-empresa em setembro. Apesar das dificuldades, conseguiu evitar o rebaixamento na Série B.

Década de 2020

Figueirense x juventus

Em 2020, o Figueirense avançou às quartas de final do Catarinense, mas foi eliminado pelo Juventus. Na Série B, a luta contra o rebaixamento foi intensa, mas o clube acabou caindo para a Série C após perder para o Juventude. Na Copa do Brasil, passou pela primeira e segunda fases, mas foi eliminado pelo Fluminense na terceira fase.

Em 2021, o Figueirense venceu a Copa Santa Catarina e buscou a recuperação financeira, tornando-se o primeiro clube do país a ter um pedido de Recuperação Extrajudicial homologado, criando sua Sociedade Anônima do Futebol no fim do ano.

Em 2022, gerido pela FFC SAF, o Figueirense conquistou pela segunda vez a Recopa Catarinense, derrotando o Avaí por 3 a 1 na casa do rival.

Rivalidades

Figueirense versus Avaí

No clássico de Florianópolis, o primeiro duelo decisivo ocorreu em 1924, com o Figueirense superando o Avaí por 1 a 0, conquistando o Torneio Início daquele ano.

O confronto entre Figueirense e Avaí decidiu o Campeonato Catarinense em três momentos distintos: o Avaí venceu em 1975, enquanto o Figueirense foi campeão em 1999 e o Avaí novamente em 2012. Na Série B do Brasileirão, os times se enfrentaram duas vezes. Em 2001, ambos chegaram ao quadrangular final da Série B, com o Figueirense alcançando o segundo lugar e ascendendo à Série A, enquanto o Avaí terminou em quarto. Na edição de 2011 da Série A, o Figueirense ficou em sétimo lugar e o Avaí em vigésimo. Em 2013, na Série B, o Figueirense venceu o Avaí por 4 a 0 na Ressacada, iniciando uma sequência rumo à elite e impedindo o Avaí, que estava no G-4, de subir.

O último confronto até a data de atualização foi Avaí 4-0 Figueirense, em 04 de Fevereiro de 2023.

Figueirense versus Criciúma

Figueirense versus Criciúma

Figueirense e Criciúma decidiram quatro finais do Campeonato Catarinense. O Criciúma venceu em 1993, mas o Figueirense levou a melhor em 1994, 2002 e 2008.

Os dois são os clubes catarinenses com mais participações no Brasileirão, enfrentando-se na elite em 2003, 2004 e 2014. O último jogo registrado foi Criciúma 1-0 Figueirense, em 25 de Fevereiro de 2023.

Figueirense versus Joinville

Figueirense versus Joinville

Figueirense e Joinville disputaram o título catarinense cinco vezes. O Joinville ganhou em 1983 e 1984, enquanto o Figueirense venceu em 2006, 2014 e 2015.

A última partida entre eles foi Joinville 1-3 Figueirense, em 30 de Agosto de 2023.

Figueirense vs Chapecoense

Figueirense vs Chapecoense

O Figueirense enfrentou a Chapecoense 165 vezes, com 65 vitórias, 52 empates e 48 derrotas. O primeiro confronto final entre os clubes foi no Supercampeonato Catarinense de 1996, com o Figueirense campeão. Eles se encontraram novamente numa final em 2018 no Campeonato Catarinense, com o Figueirense vencendo por 2 a 0. O primeiro jogo entre eles foi um amistoso em 17 de abril de 1975, terminando empatado em 1 a 1. O primeiro encontro no Estádio Regional Índio Condá, em Chapecó, aconteceu em 4 de julho de 1976, válido pelo Campeonato Catarinense daquele ano.

Estádio Orlando Scarpelli

Estádio Orlando Scarpelli

Localizado no bairro mais populoso e acessível da região metropolitana de Florianópolis, o Estádio Orlando Scarpelli é a casa do Figueirense Futebol Clube. Este estádio, situado na região continental da capital e cercado por bairros como Abraão, Bom Abrigo, entre outros, está em uma área que abriga aproximadamente 12% da população metropolitana. Somando-se a isso a população central e outros bairros da Ilha de Santa Catarina, a área circundante compõe cerca de 35% da região metropolitana.

Convenientemente situado a apenas 1 km de distâncias importantes como o Corpo de Bombeiros e o Hospital Florianópolis, o estádio tem passado por constantes reformas desde 1999. Melhorias incluem novos vestiários, alambrados modernizados, catracas eletrônicas, banheiros renovados, iluminação aprimorada, e um gramado com sistema de irrigação e drenagem automatizados, entre outras.

Em 2002, a Revista Placar nomeou o estádio como o “Caldeirão do Brasil” devido à sua alta taxa de ocupação. Em 2007, o Diário Lance colocou o Orlando Scarpelli como o décimo melhor estádio do Brasil, sendo o terceiro melhor estádio particular na época. Em 2008, uma nova avaliação do Diário Lance classificou o estádio em terceiro lugar em atendimento aos desejos dos torcedores.

A reforma de 2016 incluiu a revitalização das cadeiras e arquibancadas, substituição dos alambrados por placas de vidro para a proteção, aprovadas pela Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Centro de Formação e Treinamento (CFT)

Inaugurado em agosto de 2000, o Centro de Formação e Treinamento do Cambirela é uma instalação fundamental para o treinamento do Figueirense. Localizado ao pé do Morro do Cambirela, a 20 km do centro de Florianópolis, o terreno foi adquirido pela ASFIG e cedido ao clube.

O CFT ocupa uma área de 65.000 m² e é o local principal para os treinamentos das diversas categorias do clube. Além do treinamento, o centro também sedia jogos oficiais das divisões de base.

A infraestrutura do CT inclui 4 campos oficiais, 1 campo exclusivo para goleiros, 1 campo de areia, vestiários, academia, rouparia, sala de imprensa, fisioterapia, atendimento médico e sala da comissão técnica, oferecendo um ambiente completo para o desenvolvimento dos atletas.

Projeto Arena Figueirense

Em 6 de março de 2012, o Figueirense anunciou seu plano para construir uma nova arena no lugar do Estádio Orlando Scarpelli, um projeto que levou dois anos para ser estruturado e apresentado ao Conselho Deliberativo.

Leonardo Moura, então diretor executivo do clube, expressou que, embora o Figueirense não pudesse competir em termos de investimento com clubes maiores como Corinthians e Flamengo, o clube poderia superá-los em qualidade, objetividade, criatividade e resultados.

A proposta da nova arena se destacava por ser ao mesmo tempo moderna e simples, ousada por seguir os padrões FIFA, mas consciente para se manter dentro das possibilidades de financiamento privado, sem depender de recursos públicos. O projeto, orçado em R$ 300 milhões, seria financiado por investimentos privados, com materiais de construção da própria região, evitando expandir além da área ocupada pelo Scarpelli.

A Allianz Sports estava à frente do empreendimento, que inovaria na região sul ao incorporar um shopping center no complexo multiuso destinado a esportes e shows.

Rodrigo Brilinger, um dos investidores, enfatizou a independência nos acessos das diferentes áreas e a sustentabilidade do complexo, que visaria ao uso contínuo e versátil do espaço. Seriam oferecidos 10 tipos de ingressos, variando de camarotes a setores mais populares, com a ideia de proporcionar um dia inteiro de entretenimento ligado ao clube.

A meta era finalizar a captação de investidores e iniciar a construção, que se estimava durar dois anos. As arquibancadas do atual Scarpelli seriam remontadas em São José ou, como plano B, em Palhoça.

Escudo do Figueirense

escudo frigueirense

O escudo do Figueirense Futebol Clube é um dos símbolos mais representativos do clube. Ele é composto por um formato clássico de escudo, com as cores preto e branco predominantes, refletindo as cores oficiais do clube. No centro, apresenta as iniciais “FFC” (Figueirense Futebol Clube) em branco sobre um fundo preto. O design é simples, mas ao mesmo tempo elegante e reconhecido amplamente por torcedores e entusiastas do futebol brasileiro. É um símbolo que representa a tradição e a história do Figueirense no futebol catarinense e nacional.

Programa Jovem Furacão

Realizado pelo Figueirense em parceria com a ASFIG, o Programa Jovem Furacão é reconhecido pelos Ministérios da Cultura e Esporte, graças ao apoio da Lei Rouanet e da Lei de Incentivo ao Esporte. Seu objetivo central é a formação não apenas de atletas, mas também de cidadãos capazes de desenvolver habilidades humanas no esporte e na vida pessoal. Baseado em princípios pedagógicos e culturais, o programa encoraja os jovens a se envolverem em atividades culturais, educacionais e sociais, promovendo o apoio familiar e focando no desenvolvimento de competências abrangentes, como ética, cidadania, qualidade de vida, habilidades sociais, gestão de carreira, educação continuada e crescimento cultural.

Categorias de Base

As categorias de base do Figueirense Futebol Clube acolhem mais de 100 jovens, oferecendo infraestrutura que inclui dormitórios, refeitório, sala de estudo e áreas de lazer. O Programa Jovem Furacão conta com projetos aprovados pelo Ministério do Esporte visando aprimorar essa infraestrutura de treinamento.

O clube tem um histórico de formar jogadores de renome, como André Santos, Roberto Firmino e Filipe Luís, entre outros. Em fevereiro de 2018, a CBF concedeu ao Figueirense o selo categoria A de clube formador, reconhecendo seu compromisso com a formação de atletas.

Murilo Flores, diretor institucional do clube, destaca o investimento de R$4 milhões nas categorias de base, abrangendo sub-15, sub-17 e sub-20, com 68 atletas residindo no Estádio Orlando Scarpelli. Além disso, há planos para construir alojamentos e um hotel no CFT do Cambirela, em Palhoça, ressaltando o compromisso do clube com a base em comparação aos gastos com o profissional.

Flores também salienta a importância de valorizar e premiar as pequenas atitudes positivas dos jovens atletas, como manter o quarto organizado, oferecendo recompensas como jantares ou idas ao cinema, reconhecendo a necessidade de equilibrar a formação esportiva com momentos de lazer e descontração.

Mascote do Figueirense

escudo mascote

O mascote do Figueirense Futebol Clube é o “Furacão”, uma representação simbólica que reflete a força e a energia do clube no futebol. Este mascote é frequentemente representado como um tornado ou um redemoinho, simbolizando a intensidade e a paixão que o clube e seus torcedores trazem para os jogos. A escolha do “Furacão” como mascote está alinhada com a alcunha do clube, que também é conhecido como “Furacão do Estreito”, uma referência à sua localização geográfica em Florianópolis e ao seu impacto no cenário esportivo. O mascote é um elemento importante na cultura do clube, sendo utilizado em materiais de marketing, eventos e como uma forma de unir e motivar a torcida.

Iniciativa Futebol 7 Feminino do Figueirense

Em 17 de junho de 2017, o Figueirense, em colaboração com o Veneno Futebol Clube, deu início a um projeto de médio a longo prazo no futebol feminino. Essa iniciativa antecipa a exigência da CBF de que, a partir de 2019, os clubes participem de campeonatos de futebol feminino.

Inicialmente, o foco estava no Futebol 7, sob a égide da Associação Brasileira de Clubes de Futebol 7. Com a união ao Figueirense, as jogadoras começaram a transição para o futebol de campo, visando competições futuras nas quais o Figueirense estaria presente.

O Veneno Futebol Clube, com seu projeto de futebol feminino iniciado em 2008, já se destacava no Futebol 7, tanto no cenário regional quanto nacional. A equipe evoluiu significativamente, contando com o apoio do Paula Ramos Esporte Clube nos últimos cinco anos.

Em 2012, a equipe conquistou o I Campeonato Brasileiro de Futebol 7, realizado no Mato Grosso do Sul, vencendo o Grêmio na final. No ano seguinte, em Minas Gerais, ganhou a Copa do Brasil de Futebol 7, trazendo mais um título nacional para Florianópolis.

O projeto acumulou diversos títulos regionais, incluindo o Sul-Brasileiro em 2016. Na esfera estadual catarinense, conquistou quatro campeonatos femininos pela Federação Catarinense de Futebol 7 e um pela Associação Brasileira, dois como Veneno/Paula Ramos e três como Figueirense/PREC.

No dia 27 de agosto de 2017, a parceria Figueirense/PREC obteve seu primeiro título, vencendo o Campeonato Catarinense de Futebol 7 Feminino de forma invicta, superando a equipe do Sem Maldade FC (Joinville) por 5 a 0.

Em 10 de dezembro de 2017, a equipe Figueirense/PREC sagrou-se campeã mundial de Futebol 7, sem perder um jogo sequer, marcando 22 gols e sofrendo apenas 8 durante a competição. Na final, empatou com o Pingüinos Blancos, do Peru, mas venceu no shoot-out.

Em 10 de dezembro de 2018, o Figueirense/PREC repetiu o feito, conquistando novamente o título mundial. A equipe teve uma jornada vitoriosa, superando adversários como o União Ribeirão, Águia Dourada, Barcelona-PR e, na final, a equipe Leonas, do México, com um placar de 6 a 2.

2019 foi um ano repleto de conquistas para a equipe, incluindo títulos na Copa Continente, Campeonato Municipal LICOB, Etapa Sul da Liga Fut7, Copa Sul e o Campeonato Catarinense. Além disso, o Figueirense reafirmou sua supremacia no Futebol 7 mundial, conquistando o título mundial pela terceira vez e adicionando uma terceira estrela ao seu escudo.

Apaixonados pelo Figueirense

O Figueirense é reconhecido como o clube mais querido de Santa Catarina, destacando-se à frente de torcidas de clubes rivais como Avaí, Joinville, Chapecoense e Criciúma em várias enquetes e pesquisas de opinião. Essa popularidade é evidente também nas redes sociais, onde o Figueirense apresenta um número expressivamente maior de seguidores em comparação aos seus concorrentes estaduais.

Grupos de Torcedores Ativos

Entre os grupos de torcedores do Figueirense, destacam-se:

  • Gaviões Alvinegros
  • Barrigueira
  • Choppgueira
  • Torcida Elas

Grupos de Torcedores Inativos

Alguns grupos de torcedores não estão mais ativos, incluindo:

  • Barra Alvinegra
  • Charanga do Paulinho
  • Jovem Alvinegra
  • Resistência Alvinegra (Barra Brava)
  • Os Fanáticos
  • Bobgueira

Associações Relacionadas ao Clube

O Figueirense também é apoiado por várias associações, como:

  • ASFIG – Associação Amigos do Figueirense
  • COFES – Comissão Organizadora de Festas e Eventos no Scarpelli
  • ATOF – Associação das Torcidas Organizadas do Figueirense

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