Criciúma Esporte Clube

O Criciúma Esporte Clube, originalmente conhecido como CEC Comerciário Esporte Clube, é uma equipe de futebol brasileira localizada em Criciúma, Santa Catarina. Este clube foi estabelecido em 13 de maio de 1947. No ano de 2024, o time participará da elite do futebol brasileiro, a Série A do Campeonato Brasileiro.

Destacando-se como o primeiro e único time de Santa Catarina a vencer a Copa do Brasil em 1991, e de maneira invicta, o Criciúma também ostenta em sua história um título da Série B do Campeonato Brasileiro, conquistado em 2002, e um da Série C, em 2006. No âmbito estadual, o clube celebrou a conquista do campeonato por 11 vezes, posicionando-se como o quarto maior campeão do estado e o time com mais vices, totalizando 10. Além disso, foi o pioneiro entre os clubes catarinenses a marcar presença na Copa Libertadores da América, chegando às quartas-de-final, um feito inédito para um time do estado nesta competição.

Em termos de presenças na Série A do Campeonato Brasileiro, o Criciúma é o segundo time de Santa Catarina com mais participações, totalizando 14, ficando atrás apenas do Figueirense. Além disso, lidera em número de participações na Copa do Brasil, com um total de 23.

No que se refere ao Ranking da CBF, até 2012 o Criciúma era considerado o melhor time catarinense, mas após a implementação de um novo sistema de pontuação pela CBF, que passou a considerar apenas os últimos cinco anos de desempenho, o clube caiu para a 33ª posição em 2023, sendo o terceiro melhor do estado.

O principal rival do Criciúma é o Joinville, com quem mantém uma intensa rivalidade, especialmente marcada a partir da década de 1970. Esse confronto é conhecido como Clássico Norte-Sul e é notável por envolver dois dos clubes catarinenses com mais títulos nacionais.

As cores que representam o Criciúma, evidentes em seu escudo e bandeira, são o amarelo, preto e branco. O time realiza seus jogos no Estádio Heriberto Hülse, que tem capacidade para 19.300 torcedores.

Sumário

 A História do Criciúma Esporte Clube

A Origem do CEC Comerciário Esporte Clube Em 13 de maio de 1947, na Praça Nereu Ramos em Criciúma, um grupo de jovens, a maioria com 18 anos, deu origem ao CEC Comerciário Esporte Clube. Este foi um marco, pois representou a primeira equipe de futebol do centro da cidade.

A estreia do time aconteceu no dia 15 de maio do mesmo ano, enfrentando o São Paulo Futebol Clube, da Vila Operária, em uma partida no estádio do Ouro Preto. Apesar de uma derrota inicial de 4 a 0, o clube mostrava seu espírito de luta. O primeiro equipamento do time, um uniforme listrado em azul e branco, foi adquirido graças a uma arrecadação junto ao comércio local. Em um segundo encontro com o São Paulo, o Comerciário sofreu outra derrota, mas com o destaque do primeiro gol marcado por Carlitos.

A primeira vitória do Comerciário veio na terceira partida contra o São Paulo, com um placar de 3 a 2. A primeira viagem do time foi para Siderópolis, onde enfrentou e empatou com o Grêmio Esportivo Macedo Soares.

Conquistas Iniciais

O ano de 1948 foi especial, pois marcou a conquista do primeiro título do Comerciário em Siderópolis. O clube, visto como azarão por ser o mais novo da região, surpreendeu a todos. Em 1949, a equipe azul e branca conquistou seu primeiro título da LARM (Liga Atlética da Região Mineira), vencendo o Atlético Operário. A formação campeã era composta por jogadores destacados como Mário, Colombi, Vante, Muricy e Zoile. A sequência de vitórias continuou, e em 1951, o clube conquistou o tricampeonato com uma campanha impressionante.

Em 1955, o clube inaugurou o Estádio Heriberto Hülse, que mesmo com uma derrota na inauguração, simbolizou um novo ânimo para o time que conquistou mais títulos da LARM em 1957 e 1958.

O Primeiro Título Estadual e a Crise O ápice do time do centro ocorreu em 1968, com a conquista do primeiro título estadual, em uma partida decisiva contra o Caxias de Joinville. Valdomiro Vaz Franco foi um dos grandes destaques dessa era. No entanto, em 1970, uma grave crise financeira atingiu o clube, levando à suspensão das atividades no futebol profissional até 1977.

O Renascimento como Criciúma Esporte Clube Em 1977, sob a gestão de Osvaldo Patrício de Souza, o Comerciário retomou suas atividades, buscando reviver seus dias de glória. Contudo, o clube enfrentou desafios, como a falta de apoio da torcida e desentendimentos com a federação, que impactaram negativamente no desempenho em campo. A solução encontrada foi a mudança de nome para Criciúma Esporte Clube em 1978, numa tentativa de atrair mais torcedores e reconectar com a história do futebol local.

A Era de Ouro

O ano de 1982 foi marcante para o Criciúma, com um time excepcional que incluía jogadores como Edgar, Paulinho Criciúma e Luiz Freire. Este time alcançou um feito histórico ao vencer o Flamengo, então campeão mundial, por 4 a 2. Esse jogo, comandado por Lori Sandri, entrou para a história do clube.

No entanto, o ano também teve momentos difíceis, como a perda do campeonato estadual para o Joinville, gerando revolta entre os torcedores e incidentes no Estádio Heriberto Hülse. Este período foi marcado por altos e baixos, mas sem dúvida, representou um capítulo importante na trajetória do Criciúma Esporte Clube.

A Renovação das Cores e Identidade do Criciúma

Criciuma mudança

Mesmo após a mudança de nome, o Criciúma enfrentava dificuldades para se estabelecer plenamente na cidade, em parte devido à manutenção das cores originais do Comerciário. Surgiu então um movimento visando a alteração das cores do clube, gerando intensos debates. Enquanto alguns defendiam a ideia de incorporar as cores de todos os times históricos da cidade, outros propunham adotar as cores da bandeira municipal.

Após várias discussões, decidiu-se pelas cores amarelo, preto e branco. O amarelo simbolizava a riqueza da região, o preto representava o carvão e o branco, incorporado por sua presença nos uniformes dos demais clubes da cidade.

A estreia das novas cores foi marcada para 13 de maio de 1984, no aniversário de 37 anos do clube, em uma partida contra o Joinville pelo campeonato estadual. Apesar de estar perdendo por 2 a 0, o Criciúma conseguiu um empate emocionante, com destaque para a atuação de Galvão, ex-jogador do Joinville. O jogo terminou com um sentimento de vitória para a torcida.

Criciúma, Referência no Futebol Catarinense

Com sua rica história no futebol e lembranças das glórias do Metropol, Criciúma buscava se afastar da imagem de um time perdedor. Essa transformação começou com a conquista da Taça Governador do Estado, quando o Criciúma venceu o Joinville por 2 a 0 em casa e garantiu um empate no jogo de volta, celebrando assim um dia memorável.

Pouco tempo depois, o Criciúma conquistou o segundo turno do campeonato estadual. Desta vez, a situação era inversa, com o Joinville precisando do empate. O Criciúma abriu o placar cedo, e apesar do empate do Joinville, Guinga marcou o gol decisivo, levando o Tigre a mais uma vitória no turno e um ponto extra para o hexagonal final do campeonato.

Anos 90: O Auge do Criciúma Esporte Clube

Sob a liderança de Felipão, o Criciúma alcançou notáveis conquistas. Em 1987, o clube ficou em oitavo lugar no módulo amarelo da Copa União, reconhecido como o Campeonato Brasileiro daquele ano pela CBF.

Nos anos seguintes, o Criciúma mostrou seu domínio no futebol estadual, sagrando-se campeão em 1989 e conquistando o tri-campeonato em 1991. Mas o ponto mais alto veio ainda em 1991, com a histórica conquista da Copa do Brasil contra o Grêmio. Após um empate em 1 a 1 em Porto Alegre e outro empate sem gols no jogo de volta, a regra do gol fora de casa favoreceu o Criciúma, levando-o ao título e à classificação para a Libertadores de 1992. A equipe base, comandada por Felipão, incluía jogadores como Alexandre, Sarandi, Vilmar, Altair e Itá, formando uma das formações mais memoráveis do clube.

Desempenho do Criciúma na Libertadores de 1992

Após a conquista da Copa do Brasil, o Criciúma garantiu sua vaga na Libertadores da América de 1992, marcando história como o primeiro clube de Santa Catarina a competir em um torneio internacional de tal magnitude. O time teve uma atuação impressionante na Fase de Grupos, finalizando na liderança com a melhor campanha do grupo, mas foi eliminado nas quartas-de-final pelo São Paulo, sob o comando de Telê Santana, que mais tarde seria o campeão tanto da Libertadores quanto do Mundial de Clubes daquele ano.

Segue uma análise mais detalhada da campanha do Criciúma:

Grupo 2

Equipe Pontos Jogos Vitórias Empates Derrotas Gols Pró Gols Contra Saldo de Gols
Criciúma 9 6 4 1 1 13 7 +6
São Paulo 8 6 3 2 1 11 5 +6
Bolívar 6 6 2 2 2 9 9 0
San José 1 6 0 1 5 5 17 -12

Resultados do Criciúma no Grupo:

  • Bolívar 1–1 Criciúma
  • Criciúma 2–1 Bolívar
  • Criciúma 5–0 San José
  • San José 1–2 Criciúma
  • Criciúma 3–0 São Paulo
  • São Paulo 4–0 Criciúma

Fase Final

Oitavas-de-final:

  • Criciúma 2 x 1 Sporting Cristal
  • Sporting Cristal 2 x 3 Criciúma (Resultado agregado: Criciúma 5 x 3 Sporting Cristal)

Quartas-de-final:

  • Criciúma 0 x 1 São Paulo
  • São Paulo 1 x 1 Criciúma (Resultado agregado: São Paulo 2 x 1 Criciúma)

A campanha do Criciúma na Libertadores de 1992, apesar da eliminação nas quartas-de-final, foi marcante e demonstrou a competência e o potencial do clube em competições de alto nível.

Década de 2000 do Criciúma: Altos e Baixos no Futebol

Conquista da Série B em 2002

No ano de 2002, o Criciúma alcançou um grande feito ao sagrar-se campeão da Série B do Campeonato Brasileiro. Essa conquista marcou o retorno do clube à primeira divisão do futebol brasileiro após cinco anos, culminando em uma emocionante final contra o Fortaleza Esporte Clube. Apesar de uma derrota inicial por 2 a 0 fora de casa, o Criciúma reverteu o placar em casa com uma vitória de 4 a 1, sob uma intensa chuva e com o estádio Heriberto Hülse completamente lotado. Os gols foram marcados por Paulo Baier (três vezes) e Dejair, sob a orientação do técnico Edson Gaúcho.

Rebaixamentos e Retorno à Série C

Em 2003, o Criciúma conseguiu se manter na Série A com uma campanha sólida. No entanto, o ano de 2004 trouxe o rebaixamento para a Série B, e em 2005, o clube enfrentou um novo revés ao cair para a Série C pela primeira vez em sua história.

Título na Série C em 2006

Em 2006, o Criciúma se redimiu ao conquistar o campeonato da Série C, garantindo seu retorno à Série B com uma vitória avassaladora por 6 a 0 sobre o Vitória. O time mostrou superioridade com gols de Leandro Guerreiro, Alexsandro, Beto Cachoeira (duas vezes), Fernandinho e Zé Carlos, sob a direção do técnico Guilherme Macuglia.

Desafios Internos e Externos

O ano de 2008 foi marcado por altos e baixos, com o Criciúma chegando às finais do campeonato estadual. Apesar de uma vitória de 3 a 1 sobre o Figueirense no jogo de volta, o clube perdeu o título na prorrogação. No mesmo ano, o Tigre alcançou as oitavas de final da Copa do Brasil, mas foi eliminado pelo Vasco da Gama em um confronto marcado pela emoção e por uma atuação memorável de Edmundo pelo time carioca.

Crise e Desafios em 2008-2009

No segundo semestre de 2008, o Criciúma enfrentou uma crise apesar de contar com um dos maiores orçamentos de sua história e jogadores renomados como Jardel e Luiz Mário. Esses esforços não foram suficientes para evitar o rebaixamento para a terceira divisão, culminando na 18ª posição na Série B.

Em 2009, o clube começou bem no campeonato estadual, conquistando o título do turno, mas enfrentou dificuldades no returno e no quadrangular final, terminando em quarto lugar. A Copa do Brasil daquele ano também terminou em eliminação, desta vez para o Náutico.

O segundo semestre de 2009 foi desafiador, com uma performance aquém do esperado no Campeonato Brasileiro da Série C, quase resultando em um rebaixamento para a Série D. As dificuldades levaram à demissão do técnico Roberto Fonseca e à contratação de Itamar Schulle, mas sem mudanças significativas no rendimento do time. O ano terminou com a participação do Criciúma na Copa Santa Catarina, usada como preparação para a temporada seguinte.

Anos de Recuperação e Triunfos: 2010 a 2012 no Criciúma

Criciuma 2012

Desafios e Mudanças em 2010

O início de 2010 foi marcado por descontentamento da torcida com a gestão do clube, especialmente após a diminuição significativa do número de sócios. A campanha no campeonato catarinense não foi positiva, e a situação levou à renúncia do presidente Edson Búrigo, com Robson Izidro assumindo interinamente. Itamar Schulle, então técnico, foi substituído por Wilson Watekemper, que comandava a equipe júnior.

Antes do início da Série C, Antenor Angeloni reassumiu a presidência do Criciúma, focando em reerguer o clube. A estreia na competição, com um empate fora de casa contra o Juventude, animou os torcedores, que viram a equipe vencer o Brasil de Pelotas por 2 a 0 em casa, iniciando a caminhada para a Série B. O Criciúma finalizou a fase de grupos em primeiro lugar. Apesar de uma derrota inicial nas quartas-de-final contra o Macaé, a equipe reverteu o placar em casa, garantindo o acesso à Série B. A campanha terminou com a eliminação nas semifinais.

Reviravoltas em 2011

Em 2011, o Criciúma conquistou o turno do campeonato estadual, vencendo o Figueirense e garantindo uma vaga na final. Após uma vitória sobre a Chapecoense no primeiro jogo da final, o time acabou perdendo a segunda partida, com a Chapecoense levando o título no desempate. Na Série B, a equipe teve um desempenho irregular, finalizando na 14ª posição.

Retorno Triunfante em 2012

O ano de 2012 começou com uma campanha abaixo do esperado no Catarinense, culminando na demissão do técnico Márcio Goiano. Na Copa do Brasil, o Criciúma passou pelo Madureira na primeira fase, mas foi eliminado pelo Atlético Paranaense.

A Série B de 2012, contudo, marcou a reviravolta do Criciúma. A equipe começou com uma vitória convincente de 4 a 1 sobre o Guaratinguetá. Surpreendendo até a própria diretoria, o Criciúma manteve um desempenho consistente ao longo do campeonato, culminando em um empate com o Atlético-PR que garantiu o retorno do clube à Série A. Esse momento histórico foi celebrado por quase 20.000 torcedores no estádio Heriberto Hülse, que se transformou em um verdadeiro caldeirão durante toda a competição.

Temporada 2013 do Criciúma: Entre Altos e Baixos

Criciuma Altos e Baixos

Início Promissor e Desafios no Catarinense

A temporada de 2013 para o Criciúma iniciou-se com entusiasmo devido ao seu retorno à Série A do futebol brasileiro. O clube demonstrou sua força já na primeira rodada do Campeonato Catarinense com uma expressiva vitória de 6 a 0 sobre o Camboriú. Contudo, apesar das expectativas positivas, o técnico Paulo Comelli enfrentou dificuldades na reestruturação da equipe, culminando em sua demissão após uma derrota para o Metropolitano. A direção do clube também optou pela saída do gerente de futebol Rodrigo Pastana e do preparador físico Márcio Corrêa.

Mudanças na Direção Técnica

A saída de Comelli e Pastana levou a diretoria a buscar novas lideranças. Vadão, ex-técnico do Sport Recife, foi contratado para comandar a equipe, e Cícero Souza assumiu a gerência do futebol. Apesar de uma derrota na estreia de Vadão, o time conseguiu se recuperar, ficando invicto por sete jogos, conquistando o título do returno e avançando para as semifinais do estadual. Após superar o Avaí, o Criciúma enfrentou a Chapecoense na final. Com uma vitória em casa e uma derrota fora, o clube encerrou um jejum de oito anos sem conquistar o estadual.

Campanha na Copa do Brasil e Série A

Na Copa do Brasil, o Criciúma começou contra o Noroeste, com um empate sem gols. Após vitórias convincentes nas fases seguintes, a equipe foi eliminada pelo Salgueiro, devido ao critério do gol fora de casa.

O Criciúma, após oito anos, estreou na Série A com uma vitória sobre o Bahia. Contudo, a campanha foi irregular, com o clube entrando na zona de rebaixamento durante a competição. Vadão foi demitido após resultados insatisfatórios.

Virada Sob Nova Liderança

Sílvio Criciúma, inicialmente interino, assumiu o comando técnico, levando a equipe a importantes vitórias, mas acabou sendo substituído por Argel Fucks após uma série de jogos sem vencer. Argel enfrentou desafios iniciais, mas conseguiu importantes vitórias, afastando o time da zona de rebaixamento. A equipe mostrou uma reação notável nas rodadas finais, garantindo sua permanência na Série A.

O Criciúma encerrou o Brasileirão de 2013 na 14ª posição, com 46 pontos, demonstrando uma capacidade de superação e adaptação frente às adversidades da temporada.

2014 no Criciúma: Retorno de Um Ídolo e Queda para a Série B

Criciuma Série B

Antecipação e Esperança para 2014

Antes mesmo de 2014 iniciar, a torcida do Criciúma já nutria expectativas positivas para o ano que se aproximava. A contratação de Paulo Baier, ídolo eterno do clube, anunciada em 30 de dezembro, elevou o otimismo dos torcedores. A alegria aumentou com o retorno de Lucca, destaque do time no acesso à Série A em 2012.

Desilusão no Campeonato Catarinense

O início do Campeonato Catarinense de 2014 trouxe três times da elite nacional, incluindo o Criciúma, campeão catarinense vigente e um dos favoritos. Apesar de um começo vacilante, o time terminou a primeira fase em segundo lugar, mas não manteve o ímpeto na fase final, finalizando em terceiro na classificação geral.

Desafios na Série A e Outras Competições

No Brasileirão, o Criciúma estreou com uma derrota em casa para o Palmeiras. A situação se agravou com a demissão precoce do técnico Caio Júnior e a contratação de Wagner Lopes. Após a pausa para a Copa do Mundo FIFA, a equipe retornou com uma vitória sobre o Fluminense, mas entrou em uma sequência negativa, culminando na zona de rebaixamento. As dificuldades levaram à substituição de Wagner Lopes.

Mudanças Técnicas e Luta Contra o Rebaixamento

Sílvio Criciúma assumiu interinamente, conseguindo algumas vitórias, mas não resistiu a uma série de jogos sem vitórias. Argel Fucks foi o próximo a comandar o time, enfrentando desafios iniciais, mas garantindo vitórias importantes. Apesar dos esforços, o Criciúma não evitou o rebaixamento para a Série B.

Ídolos e Troca de Técnicos

Além de Paulo Baier, o atacante Zé Carlos, artilheiro em 2012, retornou ao clube, mas sua passagem foi breve. O clube teve cinco técnicos ao longo do ano, incluindo Gilmar Dal Pozzo e Toninho Cecílio. Após o rebaixamento, houve uma grande reformulação no elenco.

Copa do Brasil e Copa Sul-Americana

Na Copa do Brasil, o Criciúma foi eliminado precocemente pelo Londrina. Na Copa Sul-Americana, apesar de uma vitória inicial, a equipe foi eliminada pelo São Paulo.

Transformações e Ascensão

Com a renúncia do presidente Jaime Dal Farra em 2020 e a eleição de Anselmo Freitas, o clube enfrentou o rebaixamento inédito para a Série B do Catarinense em 2021. Juliano Camargo assumiu o futebol do clube, e apesar do rebaixamento no estadual, o Criciúma teve uma boa campanha na Copa do Brasil. Na Série C, sob a liderança de Paulo Baier e depois Cláudio Tencati, o clube conquistou o acesso à Série B.

Retorno à Elite Estadual e Série A

Em 2022, após vencer a Série B do Campeonato Catarinense, o Criciúma se preparou para a Série B nacional, finalizando em 8º lugar. Em 2023, o clube alcançou o acesso à elite do futebol brasileiro, garantindo sua vaga na Série A de 2024 com uma vitória sobre o Botafogo-SP, marcando seu retorno ao principal palco do futebol nacional após quase uma década.

2014 no Criciúma: Expectativa com Ídolos e Descenso à Série B

Criciuma Paulo Baier

Ano Novo, Esperanças Renovadas

Ainda em 2013, o Criciúma já gerava expectativas positivas para 2014 com a contratação de Paulo Baier, ícone do clube. Além dele, a volta de Lucca, peça chave no acesso à Série A em 2012, elevou ainda mais o otimismo dos torcedores.

Desapontamento no Estadual

No Campeonato Catarinense, o Criciúma, como um dos times na elite nacional, era tido como favorito. Após um início instável, a equipe reagiu e terminou a primeira fase em segundo lugar. Entretanto, não conseguiu manter o ímpeto nas fases decisivas, finalizando em terceiro na classificação geral.

Desafios no Brasileirão e Competições Nacionais

A estreia no Campeonato Brasileiro foi desfavorável, com derrotas consecutivas para Palmeiras e Goiás. A má fase resultou na demissão do técnico Caio Júnior, substituído por Wagner Lopes. Após uma pausa para a Copa do Mundo, o time teve momentos de altos e baixos, mas entrou numa espiral negativa, culminando na zona de rebaixamento e na demissão de Wagner Lopes. A luta para evitar a queda foi infrutífera, e o rebaixamento foi confirmado.

Rotação no Comando Técnico e Retorno de Outro Ídolo

O clube passou por cinco técnicos durante o ano, incluindo Gilmar Dal Pozzo e Toninho Cecílio. Além de Paulo Baier, Zé Carlos, artilheiro em 2012, também retornou mas não obteve o sucesso esperado e logo deixou o clube.

Despedidas Difíceis

Após o descenso, houve uma ampla reformulação no elenco, incluindo a saída de Paulo Baier, que expressou seu pesar pelo insucesso do ano.

Campanha na Copa do Brasil e Sul-Americana

Na Copa do Brasil, a eliminação precoce diante do Londrina foi uma decepção. Na Copa Sul-Americana, o Criciúma conseguiu uma vitória sobre o São Paulo, mas foi eliminado no jogo de volta.

Mudança de Direção e Superação de Desafios

A gestão do clube passou por mudanças significativas após o rebaixamento na Série B em 2019 e um quase rebaixamento para a Série D em 2020, culminando na renúncia do presidente Jaime Dal Farra. Anselmo Freitas assumiu a presidência, trazendo Waldeci Rampinelli como Diretor de Futebol. Apesar do rebaixamento inédito para a Série B do Catarinense em 2021, a equipe teve uma boa campanha na Copa do Brasil. Sob a liderança de Juliano Camargo, o Criciúma voltou a se reerguer, conquistando o acesso à Série B no Campeonato Brasileiro da Série C.

Ascensão e Retorno à Elite

Em 2022, o clube conquistou o título da Série B do Campeonato Catarinense e terminou em 8º lugar na Série B nacional. Em 2023, o Criciúma alcançou um feito notável, conquistando o acesso à elite do futebol brasileiro, garantindo sua presença na Série A de 2024. A conquista do acesso foi selada com uma vitória convincente sobre o Botafogo-SP, marcando o retorno do clube ao topo do futebol nacional após quase uma década.

Mascote

Criciuma mascote

O mascote do Criciúma Esporte Clube é um tigre. Este mascote simboliza força e agilidade, características que são comumente associadas aos times de futebol. O tigre também reflete o apelido do clube, que é frequentemente chamado de “Tigre” pelos seus torcedores e pela mídia esportiva. O uso de um tigre como mascote é uma maneira de infundir o espírito de luta e determinação no time e em seus seguidores.

Uniformes dos Jogadores do Criciúma

  1. Uniforme Principal: A camisa do primeiro uniforme apresenta um design distintivo, com a parte superior em amarelo e uma faixa horizontal preta atravessando o peito. A metade inferior da camisa é branca, criando um contraste marcante. O conjunto é complementado por calções e meias pretas, mantendo a elegância e a identidade visual do clube.
  2. Uniforme Secundário: Para o segundo uniforme, optou-se por uma camisa predominantemente branca, adornada com detalhes sutis em amarelo e preto, alinhados com as cores do clube. O conjunto é harmonizado com calções e meias brancas, oferecendo uma alternativa clássica e sofisticada ao uniforme principal.

Criciúma Feminino

Criciuma Feminino

O Criciúma Esporte Clube, conhecido por sua equipe masculina de futebol, também tem dado passos importantes na promoção e no desenvolvimento do futebol feminino. Essa iniciativa reflete uma tendência crescente no Brasil, onde cada vez mais clubes tradicionais estão investindo em suas divisões femininas, tanto em termos de formação de jogadoras quanto na participação em competições.

Embora o futebol feminino no Criciúma possa não ter a mesma visibilidade ou história que o masculino, é importante reconhecer e apoiar o desenvolvimento dessa categoria, que é fundamental para a expansão e o fortalecimento do esporte entre as mulheres. Essas equipes oferecem oportunidades valiosas para atletas femininas desenvolverem suas habilidades, competirem em alto nível e, potencialmente, representarem suas cidades e países em competições nacionais e internacionais.

O investimento no futebol feminino é também uma forma de promover a igualdade de gênero no esporte e encorajar mais meninas e mulheres a se envolverem ativamente no futebol, seja como jogadoras, treinadoras, dirigentes ou fãs.

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